Escolher o tipo de rejunte certo é uma das etapas mais importantes de qualquer obra ou reforma. Embora muitas vezes seja tratado como um simples acabamento, o rejunte tem papel essencial na durabilidade, na estética e até na higiene do revestimento. Ele é o responsável por preencher as frestas entre as peças, impedindo a entrada de água, sujeira e fungos, além de permitir a dilatação natural do piso ou da parede.
Com diferentes composições, cores e resistências, o tipo de rejunte deve ser escolhido com base no local de aplicação, no tamanho das juntas e no material do revestimento. A escolha incorreta pode causar infiltrações, manchas, trincas e descolamento das peças.
A seguir, veja um guia completo para entender os tipos, aplicações e cuidados na hora de escolher o tipo de rejunte ideal para cada ambiente da sua casa.
1. A importância de escolher o rejunte correto
Muitos acreditam que o rejunte serve apenas para dar acabamento, mas ele tem funções estruturais. Ele evita que o piso se mova de forma descontrolada e atua como barreira contra umidade e bactérias.
Ao escolher o tipo de rejunte adequado, você garante:
- Maior durabilidade do revestimento;
- Resistência à umidade e à dilatação térmica;
- Menor acúmulo de sujeira;
- Estética mais uniforme.
Um erro comum é aplicar o mesmo rejunte em toda a casa. Na verdade, cada ambiente pede uma solução específica.
2. Tipos de rejunte mais usados
Existem três principais tipos no mercado: cimentício, acrílico e epóxi. Cada tipo de rejunte tem propriedades e aplicações distintas.
2.1 Rejunte cimentício
Feito à base de cimento, é o mais tradicional e econômico. Indicado para pisos e paredes internas secas.
Vantagens:
- Fácil de aplicar;
- Custo acessível;
- Disponível em várias cores.
Desvantagens:
- Absorve umidade;
- Pode manchar com o tempo;
- Requer manutenção periódica.
É o tipo de rejunte ideal para salas, quartos e corredores — locais com baixa exposição à água.
2.2 Rejunte acrílico
É uma versão mais moderna, feita com resinas acrílicas que garantem flexibilidade e impermeabilidade.
Vantagens:
- Pronto para uso (dispensa mistura com água);
- Alta aderência e elasticidade;
- Boa resistência à umidade.
Desvantagens:
- Custo maior;
- Exige aplicação mais cuidadosa.
É o tipo de rejunte indicado para cozinhas, lavabos e áreas sem contato direto com água constante.
2.3 Rejunte epóxi

O mais resistente e impermeável de todos. É feito com resina epóxi e endurecedor, formando uma massa altamente durável.
Vantagens:
- 100% impermeável;
- Antifúngico e antibacteriano;
- Ideal para áreas molhadas e externas.
Desvantagens:
- Aplicação mais complexa;
- Preço elevado.
O tipo de rejunte epóxi é indispensável em banheiros, piscinas e cozinhas industriais, onde a umidade e a limpeza são constantes.
3. Qual tipo de rejunte usar em cada ambiente
A escolha do tipo de rejunte deve considerar as condições do local, o tipo de revestimento e o tamanho das juntas.
3.1 Banheiro e áreas molhadas
Ambientes com contato direto com água exigem rejuntes impermeáveis.
- Indicado: Epóxi.
- Alternativa: Acrílico (para áreas de respingo, não submersas).
3.2 Cozinha
O ideal é um rejunte fácil de limpar e resistente à gordura.
- Indicado: Acrílico.
- Alternativa: Epóxi, para cozinhas gourmet ou industriais.
3.3 Sala e quartos
Nessas áreas secas, o rejunte cimentício oferece excelente custo-benefício.
- Indicado: Cimentício.
3.4 Área externa
A variação de temperatura e umidade exige flexibilidade e resistência.
- Indicado: Epóxi.
- Alternativa: Cimentício aditivado com polímeros.
3.5 Piscinas e áreas submersas
Ambientes com contato constante com água precisam de máxima vedação.
- Indicado: Epóxi, por sua impermeabilidade total.
Definir o tipo de rejunte certo evita infiltrações e amplia a vida útil do revestimento.
4. Tamanho das juntas e o tipo de rejunte
O tamanho das juntas influencia diretamente o desempenho do rejunte.
- Juntas finas (até 2 mm): exigem rejuntes finos e de alta fluidez, como o epóxi.
- Juntas médias (2 a 5 mm): podem receber rejuntes acrílicos.
- Juntas largas (acima de 5 mm): pedem rejuntes cimentícios mais grossos.
Usar o tipo de rejunte errado pode causar trincas ou descolamento ao longo do tempo. Sempre verifique a recomendação do fabricante do revestimento.
5. Cores de rejunte: estética e manutenção
A cor do rejunte influencia na estética e na manutenção do ambiente.
- Rejunte claro: amplia o espaço, mas evidencia sujeira.
- Rejunte escuro: disfarça manchas e sujeira, mas pode escurecer o ambiente.
- Rejunte da cor do piso: cria efeito de continuidade.
- Rejunte contrastante: destaca o formato das peças.
Além da estética, escolha o tipo de rejunte com pigmentos estáveis para evitar desbotamento ao longo do tempo.
6. Passo a passo para aplicação do rejunte
Aplicar corretamente é tão importante quanto escolher o tipo de rejunte ideal.
- Limpeza: remova resíduos de argamassa entre as peças.
- Preparo: se for cimentício, misture com água até obter consistência cremosa.
- Aplicação: espalhe o produto com desempenadeira de borracha, em movimentos diagonais.
- Limpeza inicial: retire o excesso com esponja úmida antes da secagem completa.
- Cura: respeite o tempo indicado pelo fabricante antes de liberar o uso.
Erros comuns, como aplicar em excesso ou deixar secar demais, podem comprometer o acabamento.
7. Cuidados após a aplicação
Após aplicar o tipo de rejunte adequado, alguns cuidados ajudam a manter o acabamento perfeito:
- Evite lavar o piso nas primeiras 72 horas.
- Não aplique produtos abrasivos.
- Reaplique selante protetor em áreas úmidas a cada dois anos.
- Verifique periodicamente se há falhas ou rachaduras.
Essas medidas simples prolongam a durabilidade do rejunte e mantêm o visual bonito por mais tempo.

8. Rejuntes especiais e tecnológicos
O mercado oferece novas opções que vão além dos três tipos tradicionais.
- Rejunte polimérico: combina cimento e polímeros para maior flexibilidade.
- Rejunte epóxi acrílico: mistura leve e de aplicação facilitada.
- Rejunte flexível para porcelanato: ideal para peças grandes e juntas finas.
- Rejunte com aditivos antifúngicos: impede o crescimento de mofo em áreas úmidas.
Essas variações ampliam as possibilidades de uso do tipo de rejunte conforme o perfil da obra.
9. Como evitar problemas comuns com rejunte
Mesmo com o produto certo, erros de aplicação podem causar falhas. Veja como evitá-los:
- Rejunte soltando: falta de aderência por junta suja.
- Manchas: uso de água em excesso na mistura.
- Fungos e mofo: falta de impermeabilização.
- Rejunte rachado: ausência de juntas de dilatação.
Manter o ambiente ventilado e usar produtos de qualidade evita esses problemas.
10. Como limpar e renovar o rejunte antigo
Com o tempo, o rejunte pode escurecer ou acumular sujeira. Em vez de trocar todo o piso, é possível recuperar o aspecto original.
Dicas práticas:
- Use escova de cerdas macias e detergente neutro.
- Evite produtos ácidos em rejuntes cimentícios.
- Em casos de mofo, use mistura de água sanitária diluída.
- Para rejuntes muito danificados, aplique uma nova camada por cima após raspar a antiga.
Manter a limpeza regular prolonga a vida útil de qualquer tipo de rejunte.
11. Diferenças entre rejunte interno e externo
O ambiente influencia diretamente a escolha.
- Ambientes internos: podem usar rejuntes cimentícios ou acrílicos.
- Ambientes externos: exigem epóxi ou versões aditivadas, resistentes à chuva e variação térmica.
Usar o tipo de rejunte inadequado em áreas externas é um erro comum que leva a infiltrações e descolamento das peças.
12. Juntas de dilatação e movimentação
Mesmo o melhor tipo de rejunte não substitui as juntas de dilatação. Elas são essenciais para absorver a movimentação natural do piso e evitar estufamentos.
Em ambientes grandes, adicione juntas a cada 3 metros lineares. Use selantes elásticos para complementar a vedação, especialmente em áreas externas e banheiros.
13. Dicas para escolher o melhor produto
- Verifique o tipo de revestimento e o tamanho das juntas.
- Observe o nível de umidade do ambiente.
- Prefira produtos com certificação e instruções claras.
- Evite misturar marcas diferentes.
- Opte por cores resistentes à radiação solar.
Esses cuidados garantem que o tipo de rejunte escolhido ofereça desempenho máximo e aparência uniforme.
14. Manutenção preventiva e durabilidade
A durabilidade média de um rejunte é de 5 a 10 anos, dependendo da qualidade do produto e da exposição. Para aumentar sua vida útil:
- Faça limpeza semanal com produtos neutros.
- Reaplique selante protetor em áreas molhadas.
- Reforce rejuntes trincados antes que o problema se agrave.
Seguindo essas orientações, o tipo de rejunte escolhido manterá o revestimento bonito e protegido por muito mais tempo.
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